segunda-feira, 16 de maio de 2011
História - Elio De Angelis.
No dia 14 de maio completaram-se 25 anos do acidente fatal desse italiano, algo sobre sua vida e carreira.
Nasceu em Roma, em 26 de março de 1958 e faleceu em Le Castelet, França, em 15 de maio de 1986.
Esteve na F1 entre 1979 e 1986, nas equipes Shadow, Lotus e Brabham. Ele não tinha um talento notável ou técnica aprimorada, mas era considerado um batalhador na pista, e era um dos pilotos mais populares do grid. Era considerado calmo e metódico. Teve duas vitórias na F1, na qual chegou com 21 anos. Por isso, Elio de Angelis foi detentor de alguns recordes de juventude na F1 - por exemplo, até 1997 foi o mais jovem piloto de a subir ao pódio de uma prova de F1, no caso no GP do Brasil de 1980. Ainda hoje, ele é o 3º piloto mais jovem a ter pontuado; o 5º mais jovem a ter chegado ao fim de uma corrida de F1; e o 6º mais jovem a ter ganho na F1 (Áustria, em 1982).
Era herdeiro de uma das mais ricas famílias italianas. Por isso, recebeu uma educação esmerada: sabia falar francês, tocava piano muito bem e gostava de cantar para animar os amigos.
Antes da F1 venceu o campeonato italiano de F3, em 1977.
Foi o último piloto da Lotus a ser contratado por Colin Chapman. Com a chegada de Ayrton Senna à equipe, em 1985, ele perdeu espaço diante do talento e dedicação do brasileiro. Assim, aceita o convite da Brabham para substituir Nelson Piquet em 1986, tendo como companheiro o também italiano Riccardo Patrese. Lá, teve de encarar o difícil, problemático e perigoso BT-55, projetado por Gordon Murray. O sul-africano estava experimentando um desenho radical, onde queria aumentar o “downforce” da asa traseira, baixando o centro de gravidade do carro. Para fazer isso, teria de fazer deitar o piloto e o motor, retirando o obstáculo que existia atrás do piloto, que era o motor. Neste caso, o motor BMW era muito alto em relação a outros e ele pretendeu fazê-lo “deitar” no sentido de fazer o carro mais eficiente e alcançar os seus objetivos.
Em uma sessão de testes privados em Le Castelet, na pista de Paul Ricard, após ter dado 17 voltas, a asa traseira de seu carro soltou-se na reta Mistral - com mais de 1 km de extensão - a mais de 300 km/h; descontrolado, o monoposto colidiu contra a barreira de proteção, capotou, ficou de rodas para cima e incendiou-se. Os membros da equipe tentaram retira-lo dos destroços, sem exito. O helicóptero de resgate demorou cerca de meia hora para chegar ao local. De Angelis morreu no dia seguinte no hospital, sem ter recuperado a consciência.
Após isso a FIA passou a exigir a presença de helicóptero no circuito, como parte da equipe de socorro, quer fosse em testes particulares ou eventos oficiais.
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